quinta-feira, 6 de maio de 2010

Por que as plantas são importantes para nós

Caros colegas
A intenção deste blog é cativar a curiosidade de todos quanto a importância dos vegetais para nós e também, mostrar a vocês como as plantas são lindas por dentro.
Os aspectos anatômicos e morfológicos dos vegetais serão discutido e espero que todos entendam um pouco melhor como são as plantas por dentro.

Nesta minha primeira postagem segue o resumo de um artigo escrito por um membro do departamento de Botânica da USP, Prof. Dr. Antonio Salatino que me faz refletir melhor sobre a relação da humanidade com as plantas.
Espero que gostem!!!

Revta brasil. Bot., São Paulo, V.24, n.4 (suplemento), p.483-490, dez. 2001 483

Nós e as plantas: ontem e hoje
ANTONIO SALATINO

Áreas verdes, ruas e praças arborizadas em locais urbanos são características que
apenas recentemente adquiriram relevância no mundo ocidental. Parece que os habitantes antigos das cidades não valorizavam
uma estreita proximidade com plantas. Neste artigo, sugere-se que isso é uma conseqüência de uma ruptura entre o homem e a
natureza, que ocorreu na emergência da tradição judaico-cristã na história da civilização ocidental. A ausência de laços entre
natureza e cristianismo é evidente na ausência de árvores, jardins e outros aspectos representativos da natureza em torno de templos
cristãos. O cristianismo também representou o fim da mitologia, um processo que conduziu ao desenvolvimento do pensamento
racional, favorecendo assim o desenvolvimento da ciência. Por seu turno, as conquistas científicas dos séculos 17 e 18 reforçaram
a confiança na superioridade do ser humano e fortaleceram o suposto direito do homem, baseado em fundamentos religiosos, de
domínio sobre a natureza. A sobrevalorização dos conhecimentos derivados da ciência e do mundo civilizado e a negação dos
valores dos povos selvagens conquistados levaram à extinção das tradições e línguas de muitas nações nativas. Uma ressurgência
dos valores ligados à natureza no mundo civilizado ocidental ocorreu apenas com o Movimento Romântico do século 19, ainda
restrito à elite. Uma forte valorização dos componentes naturais veio no século 20, especialmente em suas últimas décadas, com o
Movimento Ambientalista. Mas a antiga noção de que a natureza existe para servir ao homem ainda prevalece em muitos setores
da sociedade. Defende-se aqui o ponto de vista de que é necessário recorrer-se a itens éticos e morais para defender e preservar a
natureza. Especial ênfase é dada ao argumento de que uma importante contribuição ao Movimento Ambientalista Mundial seria a
união de todas as religiões, assumindo como uma de suas prioridades a proteção da natureza e dos seres silvestres, uma vez que
itens ligados à ética e à moral são melhor absorvidos pela mente humana quando administrados por via religiosa.

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